Carxs visitantes desse mundo estranho que é Kepler-186f.
Essa é a primeira postagem do blog e inauguro nela a apresentação dos artigos acadêmicos sobre Linguística que desenvolvi ao longo dessa trajetória em curso como pesquisador.
Em parceria com a amiga e terapeuta ocupacional Marina Pastore, publicamos este ano, na Revista Seminal Digital, organizada pela UERJ, um artigo sobre a infância em Moçambique. Nós selecionamos o conto Adi banana lê, escrito pela própria Marina, que enxerga a criança como um sujeito social complexo, capaz de ressignificar o mundo que vive. O ponto de partida para a escrita desse artigo foi questionarmos o papel social que costumeiramente atribuímos à criança moçambicana, muito marcado por um filtro eurocêntrico.
O discurso encontrado no conto que analisamos sinaliza uma nova identidade para a criança e ressignifica o termo trabalho, propondo uma nova topia não comungada com os sistemas do capital. O trabalho não fere a liberdade da criança, pode enriquecer seu senso de cidadania, seu conhecimento geográfico, desde que não esteja a serviço de um neoliberalismo que coloca muitos trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Para escrever o artigo, exploramos um pouco do que já vimos em nossa trajetória de pesquisas, optando por teóricos como Michel Foucault, Dominique Maingueneau e Judith Butler, que respectivamente refletem sobre formações discursivas, paratopia e processos de subjetivação.
Deixo abaixo os links para o artigo na íntegra e o blog da Marina.
A infância em Moçambique como lugar paratópico no discurso Adi Banana lê - http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/cadernoseminal/article/view/30732
Abraços saudosos,
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